Segue enfileirado o rebanho de carneiros pelo vale
Caminho sumariamente decidido pelo seu Pastor.
Ordem na fila, ordem na comida e ordem na vida
Não desejam violar o código do Guia que Cria-dor.
Eis que vejo um tenro cordeiro de olhos taciturnos
Incongruências inquietam esse ateu espiritualizado.
Tem a propensão ao bem em sua inocente natureza
Mas sem correspondência com o código legitimado.
O conforto do bando e a recompensa para os retos
Mas sua alma o impele às verdades mais viscerais.
Ele olha de revés as colinas erguidas nesta estrada
Ato contínuo se desgarra da procissão dos normais.
Liberdade repentina ele vacila sem o cajado do amo
E titubeando segue toda trilha de sua alma imprecisa.
Porém no alto da colina uma súbita mudança ocorre
O bem e o mal estão abolidos da sua íntima pesquisa.
Convenções, conveniências, poder e mediocridade
Valores dos quais a misantropia lhe fez despojado.
Todavia o rebanho aniquila o que não compreende
E por buscar sua Poesia o cordeiro será sacrificado.
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